Confiar para desconfinar
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Confiar para desconfinar

Confiar para desconfinar

Um desconfinamento em segurança não deve ter preconceitos ideológicos de mercado, deve sim ter por base o sentimento geral de que as medidas são sensatas e com toda a comunidade empenhada num esforço repartido por todos.

Este desconfinamento não pode ser só da responsabilidade do Governo. Enquanto a tão desejada imunidade de grupo não aparece com percentagens confortáveis por via da vacinação, devemos testar cada um de nós como se fosse crucial para a nossa vida e dos outros. E é.

Sair de casa, ir à farmácia, ao laboratório ou à clínica fazer um teste rápido de antigénio e o Estado comparticipar diretamente o pagamento pela via fiscal ou outra a definir – o preço de venda máximo ser predefinido e sem hipótese de especulação – já seria mobilizador, eficaz, seguro e rápido, fator essencial para travar as cadeias de contágio em fase de desconfinamento.

As escolas, a economia, a cultura devem beneficiar fiscalmente, todos de modo igual, na aquisição dos testes realizados aos colaboradores.

Desde que os testes cumpram os rácios de sensibilidade e especificidade recomendados e registados pelo INFARMED, e pela DGS, o mercado deve ser aberto aos testes de saliva, nasal ou zaragatoa nos canais definidos.

Neste cenário, todos os cidadãos teriam em seu poder uma declaração de teste efetuado quinzenalmente para garantir a sua negatividade.

Máscara, higienização das mãos e teletrabalho, sempre que possível e com benefícios fiscais a quem mais o pratica!

A deslocação entre concelhos poderia obrigar a apresentação do teste efetuado negativo. Faz sentido!

Bom senso e promoção de proteção coletiva impõem-se, porque esta pandemia não é de uns contra os outros, é de todos na proteção do bem comum.

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