Coimbra recebe até esta sexta-feira, 2 de outubro, o Congresso Português e Luso-Brasileiro de Transplantação, que reúne durante três dias especialistas para debater os desafios e avanços numa área em que Portugal continua a destacar-se a nível internacional.
A presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, Cristina Jorge, sublinhou que o país mantém uma posição de referência na doação de órgãos.
“Em 2024 fomos o terceiro país do mundo em termos de doação de órgãos e, em 2025, o quinto. É um percurso que deve orgulhar todos os portugueses”, afirmou ao NDC.
A responsável destacou ainda a complexidade do processo de transplantação, que envolve equipas médicas, laboratórios, coordenadores e sistemas de transporte.
“É uma verdadeira máquina que tem de funcionar de forma coordenada e em tempo recorde para garantir o sucesso do transplante”, explicou.
Durante o congresso são debatidas novas terapêuticas, formas de melhorar os resultados clínicos e estratégias para reforçar a cooperação entre Portugal e Brasil.
Sobre a rejeição dos órgãos, Cristina Jorge garantiu que os números têm vindo a diminuir.
A especialista recordou ainda que Coimbra ocupa um lugar especial na história da medicina portuguesa, por ter sido a cidade onde foi realizado o primeiro transplante renal em Portugal, em 1969.